Você já pegou a Bíblia de um amigo católico e percebeu que ela é um pouco mais "grossa" que a sua? Ou talvez, ao procurar um versículo, você se deparou com nomes estranhos como Tobias, Judite ou Macabeus que não estão no seu índice?

Essa diferença não é um erro de impressão. É o resultado de uma decisão histórica que separou o cânon (a lista oficial de livros) católico do protestante.

  • Bíblia Católica: 73 livros.

  • Bíblia Evangélica: 66 livros.

A diferença de 7 livros (todos no Antigo Testamento) gera uma dúvida comum: será que os protestantes tiraram livros da Bíblia, ou será que os católicos acrescentaram? Para responder, precisamos voltar no tempo.

 

Os 7 Livros da Discórdia

Os livros que constam na Bíblia Católica, mas não na Evangélica, são: Tobias, Judite, Sabedoria de Salomão, Eclesiástico (Sirácida), Baruque, 1 Macabeus e 2 Macabeus (além de acréscimos nos livros de Ester e Daniel).

Para a Igreja Católica, eles são chamados de Deuterocanônicos ("segundo cânon"). Para os evangélicos e judeus, eles são chamados de Apócrifos (que significa "oculto" ou "não inspirado").

Deuterocanônicos

 

A Raiz do Problema: Hebraico vs. Grego

No tempo de Jesus, o Antigo Testamento hebraico (a Bíblia que Jesus lia na sinagoga) já estava praticamente definido e não incluía esses 7 livros. Os judeus da Palestina nunca aceitaram esses escritos como sagrados, pois foram escritos no período de "silêncio profético" (os 400 anos entre Malaquias e João Batista) e, em sua maioria, em grego, não em hebraico.

No entanto, existia uma tradução famosa da Bíblia para o grego chamada Septuaginta, usada pelos judeus que moravam fora de Israel. Essa versão incluía esses livros extras.

A Igreja Católica, nos primeiros séculos, adotou a Septuaginta e, consequentemente, os livros extras entraram na Vulgata Latina. Já os judeus mantiveram seu cânon original mais curto (o mesmo que os protestantes usam hoje).

 

Por Que a Reforma Protestante "Retirou" Esses Livros?

No século XVI, Martinho Lutero e os reformadores adotaram o lema "Ad Fontes" (voltar às fontes originais). Eles decidiram que o Antigo Testamento cristão deveria bater com o Antigo Testamento judaico original.

Eles rejeitaram os apócrifos por 3 motivos principais:

  1. Não são citados por Jesus: Embora o Novo Testamento cite o Antigo centenas de vezes, Jesus e os apóstolos nunca citam os livros apócrifos como Escritura ("Assim diz o Senhor").

  2. Erros Doutrinários: Alguns desses livros contêm ensinos que contradizem o resto da Bíblia.

    • 2 Macabeus sugere oração pelos mortos e sacrifício para perdoar pecados de quem já morreu (base para o Purgatório).

    • Tobias sugere que dar esmolas purifica o pecado e contém rituais de magia (queimar fígado de peixe para espantar demônios).

  3. Falta de profecia: Os próprios livros de Macabeus admitem que, naquela época, não havia profetas em Israel (1 Macabeus 9:27). Se não havia profetas, não havia Escritura inspirada.

 

Eles Têm Algum Valor?

deuterocanônicos-lutero

É importante dizer que os reformadores não achavam esses livros "do diabo". Lutero dizia que eles eram "úteis e bons para ler", mas não para basear doutrina. Eles são ótimos livros históricos. Por exemplo, sem ler 1 Macabeus, você não entende o que é a Festa de Hanukkah que Jesus celebra em João 10. Eles têm valor histórico, mas não autoridade divina.

 

Conclusão

A Bíblia Evangélica não está "incompleta"; ela é, na verdade, um retorno ao cânon original que Jesus e os apóstolos reconheciam como a Palavra de Deus.

 

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