Quando pensamos no apóstolo Paulo, imaginamos um super-herói da fé: ele ressuscitou mortos, sobreviveu a naufrágios, fundou igrejas e escreveu metade do Novo Testamento. Parece alguém invencível.
Porém, em 2 Coríntios 12, Paulo abre seu coração e revela uma fraqueza humilhante. Ele confessa que vivia atormentado por algo que ele chamou de "espinho na carne". Ele orou três vezes pedindo especificamente para que Deus removesse aquilo. E três vezes Deus disse: Não.
Isso gera uma curiosidade histórica imensa: O que exatamente era esse espinho? Era uma dor física? Uma tentação sexual? Um demônio literal? A depressão? Embora Paulo nunca tenha dado o diagnóstico médico exato (talvez de propósito), as pistas deixadas em suas cartas nos permitem chegar a três teorias muito prováveis.
1. A Teoria da Doença nos Olhos (A Mais Provável)
A teoria mais aceita entre historiadores e teólogos é que Paulo sofria de uma oftalmia crônica (uma infecção grave nos olhos) ou sequelas permanentes da luz que o cegou na estrada de Damasco.
As evidências bíblicas são fortes:
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Gálatas 4:15: Paulo diz aos gálatas: "Porque vos dou testemunho de que, se possível fora, arrancaríeis os vossos olhos, e mos daríeis a mim." Por que eles doariam olhos se Paulo não tivesse um problema neles?
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Gálatas 6:11: No final da carta, ele escreve: "Vede com que grandes letras vos escrevi por minha própria mão." Paulo geralmente ditava suas cartas a um escriba. Ao escrever o final, ele precisou fazer letras gigantes, o que sugere grande dificuldade visual.
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O "Espinho": A palavra grega skolops pode significar uma estaca, mas também algo pontiagudo que incomoda. Uma infecção ocular com pus e crostas causa uma sensação constante de "areia" ou espetada nos olhos, além de ser esteticamente desagradável (o que explicaria por que ele diz que sua presença física era "fraca").
2. A Teoria da Epilepsia ou Enxaquecas
Alguns estudiosos sugerem que Paulo sofria de ataques epiléticos ou enxaquecas severas. O argumento baseia-se na forma como ele descreve o problema como um "mensageiro de Satanás que me esbofeteia". A palavra esbofetear sugere um golpe súbito e violento, como uma convulsão ou uma crise de dor aguda que o derrubava no chão, impedindo-o de pregar temporariamente.
3. A Teoria da Perseguição (O "Mensageiro de Satanás")
Outra linha de interpretação defende que o espinho não era uma doença, mas pessoas. No Antigo Testamento, a expressão "espinhos nas vossas ilhargas" é usada em Números 33:55 para descrever os inimigos de Israel.
Paulo chama seu espinho de "mensageiro de Satanás". Em grego, mensageiro é angelos. Isso poderia se referir aos judaizantes e falsos mestres que o perseguiam cidade após cidade, destruindo seu trabalho e difamando seu nome. Essa oposição constante seria a "dor" que nunca o deixava em paz.
Por Que Deus Não Curou?
Independentemente de ser uma dor nos olhos, convulsões ou inimigos, a grande lição não é a identidade do espinho, mas o propósito dele.
Paulo nos conta em 2 Coríntios 12:7 que o espinho foi dado "para que eu não me exaltasse pela excelência das revelações". Paulo tinha ido ao Terceiro Céu. Ele viu coisas inefáveis. O risco de ele se tornar um homem orgulhoso e soberbo era gigante. O espinho era a âncora que mantinha os pés dele no chão. Era um lembrete diário de que ele era humano e frágil.
A resposta de Deus para a oração de Paulo é uma das frases mais lindas da Bíblia:
"A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza." (2 Co 12:9)
Deus não tirou o problema, mas deu graça para suportá-lo. Deus não queria um apóstolo autossuficiente; Ele queria um apóstolo dependente.
Conclusão: A Bênção do Mistério
É bom que não saibamos com certeza o que era o espinho. Se soubéssemos que era dor nos olhos, apenas os cegos se identificariam com Paulo. Se fosse epilepsia, apenas os epiléticos teriam consolo.
Como o espinho é um mistério, ele serve para todos nós. O seu espinho pode ser uma doença crônica, um casamento difícil, uma luta contra a ansiedade ou um desemprego que não passa. Seja o que for, a resposta de Deus para você é a mesma que deu a Paulo: A minha graça é suficiente.
O espinho não está aí para te destruir, mas para garantir que você continue caminhando de mãos dadas com Deus, sem soltar nunca.
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