Se você entrar em quase qualquer igreja do mundo, em algum momento ouvirá a melodia inconfundível. É tocada em funerais de presidentes, em cultos de domingo e em filmes de Hollywood. Amazing Grace (Sublime Graça) é, sem dúvida, o hino mais famoso da história.

Mas a beleza dessa canção não está apenas em sua melodia. Está na história brutal e milagrosa do homem que a escreveu. A letra "que salvou um miserável como eu" não era uma hipérbole poética. Era a confissão literal de John Newton, um homem que desceu aos lugares mais escuros da humanidade antes de ser alcançado pela graça que ele chamaria de "sublime".

 

O "Miserável": A Vida Sombria de John Newton

Nascido em Londres em 1725, John Newton perdeu a mãe, uma cristã devota, quando tinha apenas sete anos. Criado por um pai severo e marinheiro, John seguiu o caminho do mar, mas também o caminho da rebeldia.

Ele não era apenas um "pecador comum". Newton era conhecido por sua boca suja (ele criava novos palavrões para chocar os outros), seu desrespeito à autoridade e sua zombaria agressiva da fé. Ele desertou da Marinha Real, foi açoitado publicamente e acabou se envolvendo no negócio mais cruel da época: o tráfico de escravos.

Na África, a vida de Newton desmoronou. Ele mesmo acabou se tornando servo de uma traficante de escravos local, vivendo em condições humilhantes, passando fome e sendo tratado pior do que os escravos que ele costumava negociar. Ele era, na definição da época, um "miserável".

 

A Tempestade que Mudou Tudo

A virada aconteceu em 1748. Resgatado da África, John Newton estava a bordo de um navio, o Greyhound, quando uma tempestade violenta atingiu a embarcação no Atlântico Norte. O navio estava afundando. Com o convés despedaçado e a morte certa diante dele, o ateu convicto gritou: "Senhor, tem misericórdia de nós!".

John Newton Amazing Grace

O navio, milagrosamente, não afundou. Aquele momento de terror plantou uma semente. Newton começou a ler a Bíblia e a ver sua vida através das lentes do Evangelho. Não foi uma transformação instantânea — ele ainda trabalhou no comércio de escravos por algum tempo, uma mancha que ele lamentaria profundamente pelo resto da vida —, mas o processo de graça havia começado.

 

Escrevendo "Amazing Grace"

Anos depois, John Newton deixou o mar e tornou-se pastor na pequena vila de Olney, na Inglaterra. Para o culto de Ano Novo de 1773, ele decidiu escrever um poema para ilustrar seu sermão sobre 1 Crônicas 17. O texto falava sobre a gratidão de Davi pelo que Deus havia feito no passado.

Newton olhou para trás, para o homem cruel e perdido que ele fora, e escreveu:

"Amazing grace! How sweet the sound / That saved a wretch like me! / I once was lost, but now am found / Was blind, but now I see."

(Sublime graça! Quão doce o som / Que salvou um miserável como eu! / Eu já fui perdido, mas agora fui encontrado / Era cego, mas agora vejo.)

A letra de Amazing Grace é a biografia espiritual de Newton. O "miserável" era ele. O cego era ele. E a graça era o poder que o havia resgatado do fundo do poço.

 

O Legado Final: A Luta Contra a Escravidão

A história de John Newton tem um último capítulo glorioso. Já idoso e respeitado, ele se tornou o mentor espiritual de um jovem parlamentar chamado William Wilberforce. Wilberforce queria servir a Deus e pensou em se tornar pastor, mas Newton o convenceu a ficar na política e lutar por uma causa: a abolição da escravatura.

John Newton e William Wilberforce

Newton, atormentado por seu passado, tornou-se um abolicionista fervoroso. Ele publicou um panfleto chocante, Thoughts Upon the African Slave Trade, expondo os horrores que ele mesmo havia praticado e testemunhado, pedindo perdão a Deus e lutando para acabar com o comércio humano.

Em 1807, o Parlamento Britânico finalmente aboliu o tráfico de escravos. John Newton, cego e perto da morte, ouviu a notícia. O homem que antes acorrentava pessoas ajudou a quebrar as correntes de um império.

Ao morrer, ele deixou seu próprio epitáfio, que resume sua vida e seu hino: "John Newton, clérigo, outrora um infiel e libertino, um servo de escravos na África, foi, pela rica misericórdia de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, preservado, restaurado, perdoado e designado para pregar a Fé que ele por tanto tempo tentou destruir."

 

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