Você já leu um Salmo onde Davi diz "Bendize, ó minha alma, ao Senhor" e depois leu Maria dizendo "O meu espírito se alegra em Deus"? Isso faz você se perguntar: será que alma e espírito são apenas sinônimos poéticos para a "parte invisível" do ser humano?
Muitos cristãos usam as duas palavras como se fossem a mesma coisa. No entanto, a Bíblia faz uma distinção cirúrgica entre elas. E entender essa diferença não é apenas preciosismo teológico; é a chave para vencer a batalha contra a carne e amadurecer na fé.
A Prova da Divisão: Hebreus 4:12
A maior prova de que alma e espírito não são a mesma coisa está em Hebreus 4:12:
"Porque a palavra de Deus é viva e eficaz... e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas..."
Se a Palavra de Deus pode dividir a alma do espírito, isso significa que eles são partes distintas, embora estejam intimamente ligadas (como a junta está ligada à medula).
A visão mais aceita por muitos teólogos é a Tricotomia: o ser humano é formado por três partes, conforme 1 Tessalonicenses 5:23 ("o vosso espírito, e alma, e corpo"). Vamos entender o papel de cada um.
1. O Corpo: A Consciência do Mundo
Esta é a parte mais fácil. O corpo (soma) é a nossa "casa" física. É através dele que interagimos com o mundo material usando os cinco sentidos (visão, tato, olfato, paladar, audição). O corpo nos dá a consciência do mundo.
2. A Alma: A Consciência de Si Mesmo
A palavra grega para alma é Psuche (de onde vem "psicologia"). A alma é a sede da nossa personalidade. Ela é composta basicamente por três elementos:
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Mente: Onde pensamos.
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Emoções: Onde sentimos.
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Vontade: Onde decidimos.
A alma nos dá a consciência de nós mesmos. É o "eu". Um ateu, por exemplo, tem o corpo e a alma plenamente ativos: ele pensa, sente, ama, odeia e decide. Mas falta-lhe a conexão com a terceira parte.
3. O Espírito: A Consciência de Deus
A palavra grega é Pneuma. Esta é a dimensão mais profunda do ser humano, criada exclusivamente para se conectar com Deus. O espírito contém:
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A Intuição: A capacidade de "saber" algo espiritualmente sem raciocínio lógico.
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A Consciência: O "alarme" moral interno.
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A Comunhão: A capacidade de adorar e ouvir a Deus.
A Bíblia diz que, antes de aceitarmos a Cristo, nosso espírito está "morto" em delitos e pecados (Efésios 2:1). O novo nascimento acontece aqui. O Espírito Santo não vem morar na sua mente (alma) ou no seu cotovelo (corpo); Ele vem habitar no seu espírito.
Por Que Essa Diferença Importa na Prática?
Entender a diferença entre alma e espírito é o segredo da estabilidade cristã.
A nossa alma é volúvel. Um dia ela está feliz (porque o dia está bonito), no outro está deprimida (porque recebeu uma má notícia). Se você viver guiado pela alma, sua fé será uma montanha-russa de emoções. Você só vai orar quando "sentir vontade" e só vai louvar quando "estiver animado".
O espírito, porém, é onde habita a verdade imutável de Deus. Quando você diz: "Deus, eu estou triste e sem vontade de orar (Alma), mas eu escolho Te adorar porque Tu és digno e a Tua Palavra é verdade (Espírito)", você está permitindo que o espírito governe sobre a alma.
O Verdadeiro Governo
A ordem original de Deus para o homem era: O Espírito (submisso a Deus) -> Guia a Alma -> Que controla o Corpo.
Com o pecado, essa ordem se inverteu: O Corpo (desejos carnais) -> Pressiona a Alma -> Que ignora o Espírito (morto).
A vida cristã é o processo diário de restaurar a ordem original. Não devemos anular a alma (Deus nos criou com emoções!), mas devemos submetê-la ao espírito. Como o Salmista que ordena à sua própria alma: "Por que estás abatida, ó minha alma?... Espera em Deus!" (Salmos 42:5).
Sua alma pode chorar, mas seu espírito pode permanecer inabalável.
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